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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Califórnia: a tempestade depois da seca

Mäyjo, 01.06.17

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A ironia tem destas coisas. Nos últimos anos, a Califórnia passou – e continua a passar – por uma das mais violentas secas que alguma região passou no globo terrestre. Porém, o ciclone tropical Dolores, em julho de 2015, originou uma tempestade que foi descrita como “histórica” e que – e aqui está a ironia – ocorreu no mês do ano que menos chove, julho.

 

Uma segunda ironia, esta esperada, diz-nos que a chuva acabou por originar um cenário caótico no estado norte-americano: desde inundações a quebras de energia para 10.000 pessoas, até ao colapso de uma ponte.

Segundo o Mic, a equipa de basebol Los Angeles Angels teve de adiar o seu jogo devido à chuva, algo que nunca aconteceu nos últimos 20 anos. Paralelamente, a chuva do fim de semana bateu recordes de precipitação para julho das cidades de San Diego e Los Angeles.

Na costa, mais de 115 quilómetros de praias foram fechadas e a chuvada até deu para apagar a maioria de um fogo florestal que os bombeiros estavam a tentar apagar, a custo.

A tempestade não ajudou a repor toda a água que a Califórnia precisava para os meses seguintes, nem acabaou com a seca extrema que já durava há mais de um ano, mas foi uma boa notícia para os cidadãos californianos. E, apesar dos danos em várias infraestruturas, casas e automóveis, ela foi e será sempre bem-vinda – assim traga chuva.

Fotos: Mic e Chief Geoff Pemberton/CAL FIRE/Riverside County Fire via AP

 

CALIFÓRNIA PODE SER ALIMENTADA COM 100% DE ENERGIA RENOVÁVEL EM 2050

Mäyjo, 15.11.15

Califórnia pode ser alimentada com 100% de energia renovável em 2050

Um novo estudo desenvolvido na Universidade de Standford apresenta um plano prático para converter todas as infraestruturas energéticas da Califórnia em fontes de energia renováveis até 2050.

Publicado na revista científica Energy, o estudo propõe vários passos para assegurar que o estado passe a ser alimentado a 100% com energia renovável até meio do século XXI, através de uma combinação de sistemas solares, eólicos e hídricos. O primeiro passo para concretizar este ambicioso projecto é que todas as infra-estruturas energéticas construídas na Califórnia a partir de 2020 sejam dedicadas às fontes renováveis.

O autor principal do estudo, Mark Z. Jacobson, delineou anteriormente propostas semelhantes, mas a nível global. Apesar de o estudo considerar apenas a tecnologia existente, indica que uma maior eficiência no consumo de energia ajudaria a atingir a meta de 100% de energia mais facilmente.

Os tipos de energias a utilizar no plano foram seleccionados para terem o menor impacto ao nível da poluição, saúde pública, aquecimento global e permitirem o máximo de segurança e eficiência energética. A conversão para os veículos elétricos também será necessária para a implementação bem sucedida do plano, refere o Inhabitat.

Fora do plano para tornar a Califórnia energeticamente sustentável estão os biocombustíveis, combustíveis fósseis e energia nuclear. O estudo propõe uma mistura de 55% de energia solar, 35% de energia eólica, 5% de energia geotérmica, 4% de energia hídrica e 1% de energia proveniente das ondas e marés.

Foto:   clarkmaxwell  / Creative Commons

CALIFÓRNIA: SECA CHEGOU A SILICON VALLEY E AO GOOGLE

Mäyjo, 01.06.15

Califórnia: seca chegou a Silicon Valley e ao Google

A seca que há dezenas de meses se prolonga no estado da Califórnia, Estados Unidos, chegou finalmente a Silicon Valley, sede de várias empresas tecnológicas, como o Google. A cidade de Mountain View, onde se encontra a multinacional norte-americana, declarou o estado de emergência na semana passada.

Para já, o impacto desta medida é ligeiro. Ainda assim, os restaurantes do Google não podem servir água, excepto quando pedida especificamente pelos clientes.

A poucas horas de carro, no coração californiano, a seca entra agora no terceiro ano. Se, no final de Fevereiro e início de Março, caiu alguma chuva, este momento foi apenas a excepção de uma regra cada vez mais cruel para os agricultores do Estado.

A Califórnia é responsável por 15% de toda a produção agrícola norte-americana, sendo conhecida pelos seus vinhos – um negócio que movimenta muitos mil milhões por ano. “Não vamos chegar a metade da precipitação habitual”, explicou ao Financial Times Nat DiBuduo, presidente da Allied Grape Growers, uma associação de agricultores ligada ao mercado dos vinhos.

O ano de 2013 foi o mais seco desde que há dados, e 2014 deverá estar entre o quinto ou sexto ano desta lista. Numa altura em que vai começar a tradicional época seca, várias cidades da Califórnia começam a ficar sem água, uma situação que poderá piorar com os fogos florestais, muito comuns nesta região. Segundo as autoridades de protecção civil, 15% de todos os dois milhões de fogos da Califórnia estão em risco de incêndio.

Foto: donjd2 / Creative Commons

EUA: RUPTURA EM OLEODUTO PROVOCA DERRAME DE 80 MIL LITROS DE PETRÓLEO PARA O PACÍFICO

Mäyjo, 31.05.15

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Cerca de 80 mil litros de petróleo forram derramados para o oceano Pacífico esta semana no estado norte-americano da Califórnia, na sequência de uma ruptura num oleoduto. Foram já iniciados os trabalhos de limpeza e contenção, mas os impactos ambientais ainda estão por determinar.

A fuga causou um derrame que se estendeu por mais de seis quilómetros de mar, a partir das costas do Parque Refúgio State Beach, nas imediações de Santa Bárbara, o que obrigou ao encerramento do parque. Estima-se que leões-marinhos, aves e outros animais tenham sido afectados pelo derrame, escreve o Inhabitat.

No local estão várias equipas a trabalhar para conter o alastramento do petróleo e proceder à respectiva limpeza. Foi também já aberto uma investigação para apurar a causa da ruptura do oleoduto.

O oleoduto em questão é operado pela empresa Plains All-American Pipeline, que transporta crude ao largo da costa do Pacífico ao longo do estado da Califórnia.

CALIFÓRNIA QUER REDUZIR 40% DAS EMISSÕES DE CO2 ATÉ 2030

Mäyjo, 14.05.15

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A Califórnia anunciou recentemente que irá reduzir parte das suas emissões de gases com efeito de estufa nos próximos 15 anos, lançando assim um desafio ao resto dos Estados Unidos no que concerne à gestão das alterações climáticas.

Na última semana, o governador do estado da Califórnia, Jerry Brown, emitiu uma ordem executiva na qual indica que o estado californiano deve reduzir as suas emissões para 40% abaixo dos níveis de 1990 até 2030. Apelidada pelo próprio governador como a redução de emissões mais agressiva imposta por qualquer governo no continente norte-americano até à data, o plano da Califórnia acaba por cumprir os objectivos da União Europeia ao nível da política climática.

E como vai a Califórnia reduzir as suas emissões até 2030? Segundo escreve o Inhabitat, o governo da Califórnia deverá impulsionar o papel das fontes renováveis até 50% durante o mesmo período estipulado para a redução das emissões. Tirar os carros mais poluentes das estradas e aumentar a eficiência energética dos edifícios está também contemplado no plano.

Embora o plano da Califórnia seja bastante ambicioso, tendo em conta que é um estado norte-americano, a acção é bastante necessária. O estado está a atravessar o quarto ano de seca extrema, condição que está a pressionar a economia e a dificultar a vida dos residentes.